Existem
vestígios da presença humana no concelho, pelo menos desde o período do
Paleolítico.
Ocupada pelos romanos no séc. II, de que foram descobertas termas, sepulturas e outros achados arqueológicos como a villa de Santa Vitória do Ameixial e o “Tanque dos Mouros” (estrutura de armazenamento e abastecimento de águas). Dos povos germânicos, mais precisamente dos Visigodos, foi identificada uma necrópole na Herdade da Silveirona, na freguesia de Santo Estêvão. Da presença muçulmana, o vestígio mais relevante será um possível arco em ferradura numa das antigas portas do Castelo de Veiros.
Ocupada pelos romanos no séc. II, de que foram descobertas termas, sepulturas e outros achados arqueológicos como a villa de Santa Vitória do Ameixial e o “Tanque dos Mouros” (estrutura de armazenamento e abastecimento de águas). Dos povos germânicos, mais precisamente dos Visigodos, foi identificada uma necrópole na Herdade da Silveirona, na freguesia de Santo Estêvão. Da presença muçulmana, o vestígio mais relevante será um possível arco em ferradura numa das antigas portas do Castelo de Veiros.
D. Afonso III
outorga foral a Estremoz em 1258 e a Évoramonte em 1271. Por sua vez, Veiros
apenas em 1510 teve foral concedido por D. Manuel I.
Neste Castelo foi fundado, provavelmente no séc. XIV por D. Dinis, um Paço
Real no qual habitaram Reis e Rainhas, como a Rainha Santa Isabel, D. Afonso IV
ou D. Fernando I.
Em 1336, a
Rainha Santa Isabel, então com 65 anos, deslocou-se a Estremoz desde o convento
franciscano em Coimbra onde se tinha recolhido após a morte de D.Dinis, seu
marido, de modo a evitar uma guerra entre o seu filho Afonso IV e o rei de
Castela Afonso XI. Afonso IV declarou guerra a Afonso XI pelos maus tratos que
este infligia à sua esposa D. Maria (filha do rei português). A Rainha Santa
Isabel colocou-se entre os dois exércitos desavindos, e de novo evitou a
guerra, tal como tinha acontecido em 1323 na batalha de Alvalade, entre as
tropas de D. Dinis e as de D. Afonso IV.
A 4 de Julho de
1336, a Rainha Santa Isabel morre nos seus aposentos no Castelo.
Estremoz foi o
local de falecimento do rei D.Pedro I, em 1367, no convento dos franciscanos.
Nas guerras pela
independência, ainda no século XIV, Estremoz foi sempre um centro de primeira
importância. Serviu várias vezes de local de aquartelamento das tropas fiéis a
Nuno Álvares Pereira, que daqui atacavam os invasores castelhanos. Desta terra
partiu o Santo Condestável para a famosa Batalha dos Atoleiros.
Já no decorrer
da Guerra da Restauração a praça de Estremoz foi ampliada e fortemente
protegida. Várias batalhas foram combatidas por corpos aqui estacionados, como por exemplo a das Linhas de Elvas, a Batalha
do Ameixial e a de Montes Claros.
Por sua vez,
durante as Guerras Liberais, em Estremoz ocorreu o chamado “Massacre dos
Armazéns”, no qual pereceram assassinados às mãos da população e parte do
Exército, mais de 30 presos liberais. Em Évoramonte foi assinada a célebre Convenção
de Évoramonte, no ano de 1834, que acabou com esta guerra fratricida.
Foi elevada a
cidade em 1926.

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